quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Debate incentiva doações ao fundo da infância

Foi realizada hoje (22) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, por meio da Comissão do trabalho, da Previdência e da Ação Social, audiência pública para debater a destinação de recursos para o Fundo Estadual da Infância e Adolescência (FIA). A audiência foi requerida pelo deputado Fabiano Tolentino e também teve como objetivo comemorar o Dia Estadual do Fundo Amigo, celebrado em 10 de outubro.

O evento contou com a participação de representantes do Ministério Público, Receita Federal, Governo do Estado, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), FIEMG, Prefeitura de Belo Horizonte, entidades que integram o Comitê do Fundo Amigo.

Vale lembrar que o FIA é um mecanismo para financiar ações complementares às políticas públicas em prol de crianças e adolescentes em situação de risco social. Ele foi autorizado pela Lei Federal 8.069/90.

O fundo é formado por doações de empresários que podem destinar 1% do Imposto de Renda devido e o cidadão 6%. Os recursos também são originários de multas aplicadas pelo Judiciário, verbas arrecadadas com a doação de bens e recursos destinados por meio da renúncia fiscal de empresas e pessoas físicas.
Os deputados da Comissão de Trabalho, da Previdência e da Ação Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e membros dos poderes Executivo e Judiciário defenderam que empresas privadas e pessoas físicas contribuam mais com o Fundo Estadual da Infância e Adolescência (FIA). De acordo com o deputado Fabiano Tolentino, ainda falta divulgação das ações, resultados e relevância do FIA para que haja uma captação maior de recursos para o fundo.
A deputada Rosângela Reis (PV), presidente da comissão, em sua fala ressaltou a importância da disseminação da informação para os contadores. Segundo ela, “os setores contábeis das empresas tem receio de sofrer algum tipo de oneração com a destinação”. Ela ressaltou que os recursos são direcionados para as políticas públicas de amparo das crianças e adolescentes e que por isso são consideradas ações de responsabilidade social”.
Os deputados Dilzon Melo (PTB) e Ulysses Gomes (PT) destacaram que a proteção aos jovens é dever de todos, por isso, o papel das empresas e da sociedade civil organizada tem sido fundamental para a sobrevivência do FIA.
Conselho garante transparência e resultados
O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ananias Neves Ferreira, afirmou que a sociedade tem dado uma demonstração crescente de conscientização. Ele disse que, entre 2006 e 2012, as contribuições vêm aumentando e com isso os resultados têm aparecido.
A subsecretária de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Carmen Rocha, lembrou que o FIA é uma forma de garantir a cidadania de crianças e adolescentes. Para ela, isso só se faz pelo livre acesso à educação, saúde, trabalho, lazer e cultura. A subsecretária anunciou que, hoje, estão em vigor cerca de 60 convênios entre empresas e municípios, e que existe transparência nas contas e no uso dos recursos.
Judiciário promove ações internas de participação
O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e superintendente da Coordenadoria da Infância e Juventude, Wagner Wilson Ferreira, lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma lei avançada, mas que precisa ser efetivamente aplicada no Brasil. Em sua fala, ele afirmou que as crianças têm que ser protegidas e o FIA faz esse papel.
O promotor de Justiça da Infância e da Juventude da Vara Cível de Belo Horizonte, Celso Penna Fernandes Júnior, destacou que as multas pelo descumprimento do ECA são direcionadas ao fundo, e que o Ministério Público tem um termo de compromisso para que seus servidores contribuam com a destinação de parte do Imposto de Renda. Para ele, os municípios, por meio das comarcas, poderiam fazer o mesmo.
Demandas - O defensor público e coordenador da Infância e da Juventude, Wellerson Eduardo Correa, defendeu, também, o fomento dos conselhos tutelares no interior. Segundo ele, os recursos do FIA devem ser direcionados para este fim, tendo em vista que as demandas de judicialização de saúde e educação são crescentes.
União defende repasse tributário
O gerente do Programa Nacional de Educação Fiscal da Escola de Administração Fazendária do Ministério da Fazenda, Eugênio Celso Gonçalves, disse que as pessoas têm o privilégio de poder destinar parte do seu Imposto de Renda para o FIA. Ao defender a importância da arrecadação tributária, ele lembrou que todos têm o direito e o dever de fiscalizar o uso da verba pública.
O superintendente da Receita Federal da 6ª Região Fiscal do Ministério da Fazenda, Hermano Lemos de Avellar Machado, também defendeu que o recolhimento dos impostos garante a construção de uma sociedade mais justa. Para ele, o FIA depende da contribuição tanto das pessoas jurídicas quanto das pessoas físicas.
Empresas dão exemplos de participação
O diretor-superintendente da Fundação ArcelorMittal Brasil, Leonardo Gloor, afirmou que a empresa realiza convênios com os municípios em que possui unidades desde 1999, quando ainda respondia pelo nome de Belgo Mineira. Ele explicou que, hoje, mais de seis mil empregados contribuem com o FIA, e que a empresa tem boa relação com os mais de 20 conselhos com os quais mantém convênio. “O acompanhamento dos resultados é feito para que a participação dos nossos colaboradores se renove. Entendemos que damos a chance dessas pessoas exercerem sua cidadania”, afirmou.
O assessor da presidência da FIEMG, Sérgio Eduardo de Araújo, disse que a entidade tem ações direcionadas a crianças e adolescentes por meio do SESI e do SENAI, que capacita milhares de jovens em todo o Estado. Sobre as ações direcionadas ao FIA, ele destacou que a FIEMG realiza mobilizações com os sindicatos associados e pretende desenvolver um programa de incentivo à participação com os colaboradores.
Encaminhamentos – Ao final da audiência, os deputados Rosângela Reis, Fabiano Tolentino, Dilzon Melo e Ulysses Gomes apresentaram dois requerimentos, que serão votados na próxima reunião da comissão. O primeiro pede que seja realizada uma campanha interna na ALMG, que incentive os servidores a destinarem parte do Imposto de Renda ao FIA. O segundo pede que seja encaminhado ao diretor-geral da ALMG documento recebido pela comissão, a fim de tomar providências para a instituição do projeto “Legis Fundi” no Parlamento mineiro.
Ficou definido também que no ano de 2013 entre os meses de março e abril será realizada uma ampla campanha publicitária visando divulgar a importância da destinação de recursos do Imposto de renda ao FIA.
Na entrada do evento puderam ser conferidas mostra dos projetos financiados com recursos do Fundo para Infância e Adolescência (FIA).
Fotos: Divulgação

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Governo adia exigência de novo formulário para rescisões


O governo voltou a adiar por mais três meses a obrigatoriedade do uso do novo formulário para rescisão de contrato de trabalho. O documento seria exigido a partir desta quinta-feira, mas as empresas ganharam até o dia 31 de janeiro para se adequar à mudança. O primeiro prazo concedido pelo governo havia sido em julho deste ano. Depois, ampliou para 1º de novembro.

A nova prorrogação foi determinada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, porque 59% das companhias ainda não adotaram o novo formulário. "Não podemos correr o risco de que o trabalhador seja prejudicado no momento em que for requerer o seguro-desemprego e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na Caixa Econômica Federal", disse Brizola Neto, de acordo com a assessoria do ministério.
A transição para o novo modelo de formulário foi iniciada no ano passado. Cerca de 2 milhões de trabalhadores com carteira assinada são demitidos em média por mês no Brasil, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Para a Pasta, o novo documento trará mais segurança aos envolvidos no processo de rescisão, porque haverá mais clareza dos dados.
A intenção é que se diminuam, por exemplo, questionamentos na Justiça depois da homologação da demissão. O novo formulário tem mais campos para discriminar as diferentes verbas às quais o funcionário tem direito e também mais espaço para especificar as deduções.

Fonte: Estadão

Opção pelo Simples já pode ser agendada


Começa hoje o período de agendamento da opção pelo regime tributário do Simples Nacional. O agendamento é a possibilidade de o contribuinte manifestar interesse por ingressar no regime para o ano subsequente (2013), antecipando as verificações impeditivas à opção. 
 
O serviço visa facilitar o ingresso no regime, e pode ser feito pelas empresas ainda não optantes por meio do Portal do Simples Nacional, na coluna à direita do site da Receita. Basta clicar em "Simples - Serviços", "Opção", "Agendamento de Opção pelo Simples Nacional". 
 
O agendamento poderá ser feito nos meses de novembro e dezembro, com exceção do último dia útil do ano (neste ano, como dia 31 é uma segunda-feira, é recomendável que o agendamento seja feito até o dia 28, sexta-feira). Com o agendamento, o contribuinte dispõe de mais tempo para a regularização das pendências identificadas. 
 
Caso não existam pendências, o agendamento será confirmado e a solicitação de opção para o ano-calendário de 2013 já estará automaticamente efetivada, não sendo necessária a realização de nenhum outro procedimento por parte do contribuinte. 
 
Caso o agendamento não seja confirmado devido a pendências existentes, o contribuinte deverá regularizá-las e fazer novo agendamento até o penúltimo dia útil de dezembro deste ano (28), ou então realizar a opção convencional em janeiro de 2013. 
 
O Simples Nacional é um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte, previsto na Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, do qual participam União, Estados, Distrito Federal e municípios. A opção pelo regime é facultativa e irretratável para todo o ano-calendário. O regime abrange os seguintes tributos: IR da pessoa jurídica, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI (federais), ICMS (estadual), ISS (municipal) e a contribuição para a seguridade social à Previdência Social. Para ingressar, a firma deverá enquadrar-se na definição de microempresa ou de empresa de pequeno porte.

Fonte: Diário do Comércio

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Palestra Ponto Eletrônico

Palestra Conectividade Social e INSS





SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA DE MINAS GERAIS
Superintendência Regional da Fazenda II - Contagem
Administração Fazendária de Betim, Contagem e Sete Lagoas

CONVITE:
Aos Empresários e Profissionais ligados às áreas Contábil, Fiscal, Financeira e demais interessados no assunto.

Convidamos V. Sª para participar da seguinte palestra:

Tema
Data
Horário
Conectividade Social e INSS


18/10/2012
09h30 – Betim
Auditório da CDL/BETIM - Rua Vicência Maria de Jesus, 640 • Jardim da Cidade • Betim-MG
14h30 – Contagem
Auditório do CIEMG – Avenida Babita Camargos, 766 • Cidade Industrial • Contagem-MG
19/10/2012
09h30 – Sete Lagoas
Auditório da OAB/Sete Lagoas – Rua Professor Fernandino Júnior, 354 • Centro • Sete Lagoas-MG



Maiores esclarecimentos:   Betim => afbetim@fazenda.mg.gov.br ou (31) 3079-2800
                                          Contagem => contagemeducfiscal@fazenda.mg.gov.br ou (31) 3306-0700
                                          Sete Lagoas => afsetelagoas@fazenda.mg.gov.br ou (31) 3027-0300

A palestra é gratuita e não é necessário fazer inscrição.
Sua presença será importante!


Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

DIA DA MICRO E PEQUENA EMPRESA

O Brasil comemora hoje o Dia da Micro e Pequena Empresa (MPE). A força empreendedora desse segmento pode ser comprovada pelos expressivos números apresentados. Conforme levantamento do IBGE, as MPE no Brasil correspondem a R$700 bilhões do PIB, a 99% das empresas registradas – 5,7 milhões e geram 60% dos empregos formais – 56,4 milhões.

As pequenas empresas são fundamentais para promover o crescimento econômico, criar empregos e renda e melhorar as condições de vida da população. O nosso trabalho no Conselho Empresarial da Micro e Pequena Empresa da ACMinas tem sido relevante nas proposições de melhoria para o ambiente de negócios desse segmento. A participação de todos nós é fundamental para alcançarmos níveis maiores de satisfação.

Assim, nesse dia, gostaria de parabenizar a todos os empreendedores que buscam diariamente o sucesso de seu negócio.

Conte sempre com o Conselho nesta caminhada.

Abraços,
Edvar Dias Campos
Presidente do Conselho Empresarial da Micro e Pequena Empresa da ACMinas

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Burocracia e mudanças na lei atrapalham PMEs, diz pesquisa

O estudo, feito pela revista Exame PME em parceria com a consultoria Deloitte, tem como base as 250 pequenas e médias empresas que mais cresceram entre 2009 e 2011

A dificuldade em entender o sistema burocrático e as leis brasileiras está no topo das reclamações das pequenas e médias empresas. É o que mostra uma pesquisa feita pela revista Exame PME em parceria com a consultoria Deloitte. O estudo tem como base as 250 pequenas e médias empresas que mais cresceram entre 2009 e 2011.

Para 44% dos empreendedores, um sistema tributário muito complexo barra o crescimento do negócio. O estudo mostrou ainda que 69% das empresas enxergam a burocracia dos órgãos que arrecadam tributos como um entrave para a regularização da situação fiscal.

Mais da metade também afirmou que é difícil se manter atualizado com as mudanças na legislação tributária. Isso significa gastos a mais para a empresa. Os empresários têm pago, em média, quatro funcionários para ajudar na tarefa de manter o negócio em dia com as exigências legais e os impostos.

No caso das empresas exportadoras, o caso é ainda mais grave e a burocracia faz com que os negócios sejam mais lentos.Em média, elas levam 14 dias entre a preparação dos documentos até o envio da mercadoria.

Os negócios que participaram da pesquisa fazem parte da sétima edição do ranking “As Pequenas e Médias Empresas que Mais Crescem no Brasil”, que analisou 336 empresas com receitas entre 5 milhões e 250 milhões de reais. A companhia que mais cresceu entre 2009 e 2011 foi a Arcitech, de Campinas, que faz projetos e manutenção para redes de telecomunicação. 

Exame.com